Cadu Ramos de bobeira na beira do mar

Cinegrafista e fotógrafo, Bruno Lemos estreia como diretor de videoclip com o lançamento de Bobeira na Beira do Mar, novo trabalho do músico Cadu Ramos.

por Redação Almasurf, 18/07/2017
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Natural de Niterói (RJ), Cadu Ramos tem 26 anos e mora atualmente na ilha de Oahu, Hawaii. Frequentador da praia de Itacoatiara, foi apresentado ao surf e à música pelo pai, Paulo Vinna.

"Desde pequeno meu pai me levava para ensaios dentro de estúdios musicais, quando eu tinha mais ou menos uns 2 anos. Lembro que às vezes ele me colocava dentro da camisa dele e ficava ensaiando comigo".

Aos 8 anos, ele foi levado pelo pai me à escolinha de surf do Ricardo Tatui, localizada na praia de itaipú, Niterói, para aprender a surfar. Resultado, até hoje ele é um apaixonado pelas duas atividades, surf e música: "É a minha vida!", diz Cadu Ramos.

Como a música entrou em sua vida?
A música sempre esteve presente na minha vida. Aos meus 7 anos meu pai me deu o primeiro violão e desde então comecei a praticar por conta própria. Nunca fiz aula de violão ou canto. Mas, até hoje estudo pelo menos duas horas por dia.

Como começou a compor e a produzir?
Aos 16 anos fiz a minha primeira música com meu amigo de Niterói, Cauê Gomes, e demos o nome ‘De Bobeira‘. Desde então, comecei a gostar desse lance de fazer música, continuei tentando e buscando inspirações, até que fiz minha segunda música, chamada ‘Te Quero Tanto‘, que considero a minha preferida! No ano passado, terminei de fazer a minha terceira música, que se chama ‘Mulher‘ e até agora continuo escrevendo e compondo.

Qual o tipo de música considera ser o seu estilo?
Sempre ouvi muito Claudio Zoli, Jota Quest, Tim Maia, Djavan, Ed Motta, Cazuza… Então, absorvi um pouco de cada um desses artistas, mas busquei fazer minhas próprias músicas e tento sempre incluir um pouco de rap em alguns dos refrãos. Considero o meu estilo musical puxado mais para o pop rock e soul music .

Fale um pouco sobre essa musica que você esta lançando agora, “De Bobeira”.
Eu e meus amigos costumávamos nos reunir e a tocar. Um dia, eu e o Cauê estávamos fazendo um som na praia de Itacoatiara, depois de um dia de altas ondas, e começamos a fazer um free style e acabei soltando algo como de "Bobeira na Beira do Mar". Depois, um olhou para o outro e alguém disse: "Irado isso, hein?"... "Dá até pra lançar um refrão com isso!”. E depois começamos a tentar botar uma letra em cima para completar a música. Tivemos a ideia de tentar falar um pouco do life style e da praia irada onde
crescemos, Itacoatiara. E assim essa música nasceu.

Onde você gravou?
De Bobeira foi gravada só agora no Hawaii, em junho de 2017, por um amigo, Hans Fahling, no estúdio dele em Honolulu. Isso aconteceu depois que procurei vários estúdios e opções diferentes com bom custo beneficio. Conheci o Hans numa loja de música da região, Ele curtiu minha música e quis gravar pra mim. Eu sempre toquei ela no violão, um estilo bem acústico, mas ele colocou vários arranjos diferentes e fez um som completamente diferente do que eu estava acostumado, bem mais moderno, talvez até mais comercial , mas gostei muito. Ele mandou muito bem!

E sobre o vídeo, quem gravou e quem produziu?
Tudo começou há mais ou menos três anos. Vim para o Hawaii de férias e conheci o Keale Lemos. E sempre mantivemos contato desde então. E na minha segunda vez no Hawaii estava tocando em um luau na praia de V-Land, no North Shore, e comecei a tocar as minhas músicas autorais, como de costume. E, por sorte, o Keale se amarrou e chegou a comentar com o seu pai, Bruno Lemos, que trabalha com produção. Depois, tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e me tornar amigo. Logo depois de conversarmos, tive a oportunidade de mostrar a minha música e surgiu a ideia de realizar esse clip.

Daí pra frente ele me incentivou e me fez acreditar em fazer esse clip acontecer! Gravamos em diversos lugares da ilha de Oahu, em
diferentes praias e com cenas de luau junto com alguns amigos. Fizemos algo simples, mas bem alto astral!

O que espera da repercussão dessa música no Brasil?
Ninguém conhece minha música no Brasil. Então, não sei qual o número de pessoas que vai ter acesso à ela. Imagino que as pessoas que ouvirem vão curtir, tem uma letra legal, uma batida interessante. Ideal seria que começasse a tocar nas rádios. Acho que assim teríamos um impacto maior. Mas, no geral é um som que fala de praia, de alegria, de amor, coisas que o brasileiro curte e que fazem parte do dia a dia. Acho que pode ter uma boa repercussão, vamos esperar que sim!

Como tem sido o início de sua carreira e quais as principais dificuldades?
Acho que o fato de ser desconhecido me dá a impressão de ser difícil ter uma boa penetração na mídia. Mas, ao mesmo tempo, vemos tanta música ruim que acaba caindo na “graça” das pessoas e da mídia que vai saber... quem sabe dou sorte e minha carreira vai pra frente!

O que espera do seu futuro como músico?
Eu amo música, faz parte do meu DNA. Independente de me tornar super conhecido ou não, vou continuar a tocar e a compor. Mas, é claro que gostaria de ter uma carreira bem sucedida, quem sabe tocar em show grandes como o Rock In Rio, por exemplo. Seria um
sonho!

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