Bate-volta a Nazaré

Alemão de Maresias viaja duas vezes para Nazaré em fevereiro e fala com exclusividade para a Almasurf.

por Alceu Toledo Junior, 09/03/2017
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Depois de e voltar de Portugal duas vezes em fevereiro, quando pegou duas bombas que indicavam ondulações na casa dos 80 pés, o big rider Alemão de Maresias bateu um papo exclusivo para os internautas da Almasurf.

Além de pegar altas e também rebocar os amigos, Alemão aproveitou a viagem para uma missão diferente: cobrir a temporada de ondas grandes com exclusividade para o Facebook de nossa revista.

Como muito dinamismo, bom humor e atitude, Alemão de Maresias entrevistou os big riders, mostrou os equipamentos, apresentou a cidade e fez entradas ao vivo dentro do mar gigante, revelando detalhes do pico de Nazaré até então jamais vistos pelo público brasileiro.

O resultado foram centenas de milhares de likes, shares e comentários irados para celebrar a iniciativa do surfista de Maresias.

Na entrevista abaixo, ele fala um pouco desta nova era dos descobrimentos às avessas.

Qual o balanço deste bate-volta pra Portugal?

Este último bate-volta pra Portugal foi muito válido, pois o swell que surfamos não rolava havia muitos anos. E como a galera viu, foi animal!

E qual o maior destaque nesta mini temporada? 

Neste último swell, sem sombra de dúvidas Francisco Porcella, Lucas Chumbo e Scooby no tow in. Na remada, Lucas Chumbo

Como você descreve essa onda, quais os perigos e qual é o maior desafio?

A Praia do Norte, onde fica a onda de Nazaré, deve ser muito respeitada. É uma onda de pico e quebra para os dois lado com qualidade. E tem muita força mesmo dias pequenos. Nos dias grandes e gigantes, além dos bumps no meio da onda, tem a questão do inside que não dá moleza pra ninguém.

Com toda esse apelo de onda gigante, como você vê este novo olhar para o Atlântico?

Acho que o Atlântico tem muitas ondas e Nazaré, pela questão da logística é a mais cobiçada. Mas existem outras para serem descobertas. Até mesmo no Brasil podemos ter surpresas!

Depois da Maya se dar mal em Nazeré, desta vez o Scooby também saiu machucado. É o preço?
Acho que o surf no geral oferece risco. No surf de ondas gigantes aumenta mais, e lógico o melhor é que não aconteça nem um nem outro tipo de acidente. Mas o risco está ali, inevitável!

Como está sendo sua nova parceria com o piloto americano David Langer?
É uma nova possibilidade de poder surfar, pois nos últimos anos venho só pilotando e dando apoio de segurança. Com ele tenho novos objetivos e projetos para Nazaré e Brasil  Ele é um grande surfista e piloto.

Além do surf, o que você diz a respeito da vida em Nazaré?
O sítio de Nazaré é um lugar especial, vila de pescadores, tem uma história muito bacana e é um marco na história do mundo. Desde Vasco da Gama até os dias de hoje com a questão das ondas gigantes

E como a população recebe esta verdadeira invasão de big riders de todo o mundo?
Os moradores de Nazaré gostam muito, pois o big surf trouxe novas possibilidades para a populaçãojustamente na época de baixa temporada. O surf de ondas grandes está cada vez mais forte em Nazaré. Eles gostam muito dos surfistas e dão total apoio a cada um deles, independente do país de origem. 

Queria que falasse um pouco da sua cobertura da temporada em Nazaré para o Facebook da Almasurf. Como se sente ao interagir com tantos surfistas e simpatizantes que admiram sua atitude de waterman?

Esta experiência de transmitir ao vivo sempre foi meu sonho, sempre quis fazer algo assim e a Almasurf me deu esta oportunidade. Não fácil responder perguntas dentro do mar em Nazare com ondas gigantes, mar mexido. Mas, gostei muito de tudo e acho que vou querer fazer muitas coberturas mais, de canoa havaiana, das lajes no Brasil e mesmo em Nazaré novamente nos próximos anos.
Ainda não sei quando vai ser a próxima, mas não vejo a hora de fazer. Espero que as pessoas tenham gostado!

Você sente medo lá fora

Sinto muito medo nestas ondas, mas este medo me alimenta e se transforma em coragem na hora em que vejo as ondas. Ee me alimenta e me fortalece. O medo mostra o limite das coisas e a coragem que me faz superá-los! 

Como você se preparar para estes desafios?

Hoje meu preparo consiste em treino funcional, travessias de longa distância de sup e canoa havaiana.

Depois deste bate-volta animal, qual sua próxima onda?

Acho que não atingi minha meta e não consigo parar de pensar na próxima temporada. Mas acho que preciso melhorar minha estrutura e com isto poder chegar com mais tranquilidade aos objetivos, seja travessias, lajes ou ondas gigantes em Nazaré.
Este último swell foi incrível e vai ficar na memória, mas não vejo a hora de volta pra lá, surfar um swell ainda maior, mas agora tem o inverno no Brasil e as minhas metas são surfar ondas inéditas e longe da costa. Além de outros eventos que possam aparecer, como
Desafio Waterman, A Volta a Ilhabela de Sup e Canoa Havaiana.

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